ESPERANÇA: Vacina da Johnson não precisa refrigeração e é em dose única

A vacina da Johnson & Johnson apresentou mais uma vantagem, além de imunizar com apenas uma dose: ela não precisa de refrigeração abaixo de zero. Isso facilita sua distribuição, de acordo com o infectologista Renato Kfouri, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) e membro do Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. “A grande vantagem é ser uma vacina de dose única, o que permite imunizar o dobro de pessoas”, disse. Testes A vacina da J&J está na terceira e última fase de testes no Brasil, com 7.560 voluntários. A empresa já recebeu

CRISE DOS COMBUSTÍVEIS: Presidente do sindicato anuncia fim da paralisação de ‘tanqueiros’ em Minas Gerais

Informação foi divulgada em vídeo que circula pelas redes sociais e confirmada pela assessoria de imprensa do Sindtanque. Correria em todos os postos de Minas Gerais em busca de combustíveis. Isso foi o que se viu desde o final da tarde desta sexta-feira (26) em todas as cidades mineiras diante da informação do início de uma paralisação dos tanqueiros de Betim, cobrando redução nos impostos, principalmente no ICMS. Em Três Pontas filas enormes foram vistas em todos os postos de combustíveis da cidade. Filas que perduraram durante toda a noite e que ainda foram vistas na manhã deste sábado (27).

BOA NOTÍCIA: Nova remessa de vacinas contra a Covid-19 chega ao Sul de Minas

As vacinas chegaram na manhã desta sexta-feira (26) em Alfenas (MG) e foram entregues para as Regionais de Saúde, que farão as distribuições para os municípios. Uma nova remessa de vacinas contra a Covid-19 chegou na manhã desta sexta-feira (26) em Alfenas (MG). As doses chegaram por volta de 10h45 no aeroporto de Alfenas (MG) para serem distribuídas para as outras Superintendências Regionais de Saúde da região, localizadas na cidade e também em Passos, Pouso Alegre e Varginha. Representantes de cada regional acompanharam a chegada dos imunizantes. As doses CoronaVac e AstraZeneca foram distribuídas para as regionais e depois serão

Sul de MG volta a ter queda de casos e mortes por Covid-19 na semana; registros ultrapassam marca de 100 mil

Região superou os 100 mil casos confirmados da doença nesta sexta-feira (26); novos casos caem pela quinta semana, enquanto mortes caem pela segunda. O Sul de Minas registrou queda de novos casos de Covid-19 pela 5ª semana seguida. As mortes pela doença também estão em queda há duas semanas. É o que apontam os dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (MG). Nesta sexta-feira (26), a região ultrapassou a marca dos 100 mil casos confirmados da doença. Conforme o levantamento, a região registrou nesta semana 4.036 novos casos da doença, com 82 mortes. Em relação à semana passada, a queda no

MUITO CARO!!! Valor da 2ª via do RG mais que dobra em Minas Gerais

Valor de cerca de R$ 80 representa quase o dobro do que é cobrado em São Paulo e no Rio de Janeiro Quem precisa tirar a segunda via da carteira de identidade em Minas Gerais paga o preço mais caro da região Sudeste, quase R$ 80 reais. A taxa representa quase o dobro do que é cobrado em São Paulo e Rio de Janeiro. Os mineiros estão pagando muito caro pela segunda via do RG. Em todo estado o valor cobrado é de R$ 78,88, o maior de toda região sudeste do Brasil, ou seja mais caro, por exemplo, do

Coronavírus: Vacina da Pfizer reduz os casos sintomáticos em 94%

Os resultados no “mundo real” estão de acordo com o ensaio clínico realizado pelos fabricantes A vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19 é capaz de reduzir os casos sintomáticos de covid-19 em 94% uma semana depois da aplicação da 2ª dose. O imunizante também diminui em 92% o risco de desenvolver um caso grave da doença e em 87% as hospitalizações. É o que mostra um estudo de larga escala feito em Israel. Os resultados foram publicados nessa 4ª feira (24.fev.2021) no The New England Journal of Medicine. Eis a íntegra (539 KB), em inglês. O estudo ainda mostrou que uma única dose

NA CÂMARA: “Volta às aulas presenciais neste momento não é o ideal”, afirmam vereadores.

Em tempos de pandemia qualquer decisão que envolva a coletividade precisa ser bem planejada e avaliada com tranquilidade. Essa também é a opinião da Câmara de vereadores de Três Pontas. Na sessão de segunda-feira, dia 22, os parlamentares analisaram e votaram seis proposituras na pauta e se mostraram preocupados com a volta às aulas nas escolas municipais, manifestando suas preocupações com a contaminação do coronavírus na região. Pouco antes da sessão, os vereadores receberam alguns representantes do grupo que integra o Observatório Social em nossa cidade. Neste encontro, os participantes passaram aos legisladores um pouco do trabalho que vem sendo

Três Pontas chega a 45 óbitos por coronavírus

Número total de casos é de 2.622 positivados. Curados já somam 2.282. A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta quarta-feira (24) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados. O total de óbitos subiu com a confirmação de mais uma morte. Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 2.622 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 2.282 já

Cientista brasileira encontra proteína chave para tratamento da Covid

Uma cientista brasileira, professora de biologia celular da Universidade de Southwestern, no Texas, EUA, lidera uma pesquisa que encontrou uma proteína chave para o tratamento da Covid-19. Beatriz Fontoura está à frente do estudo que identificou a forma como uma proteína de coronavírus chamada Nsp1 bloqueia a atividade de genes que promovem a replicação viral. O grupo de pesquisadores, do qual faz parte a cientista brasileira, analisou como impedir a ação dessa proteína que faz com que o vírus se multiplique o que dá esperança para novos tratamentos. O estudo foi publicado agora em fevereiro na Science Advances . “Quando um vírus

FOME DE AMOR – Nilson Lattari

Fome de amor não é uma fome que a gente sacia com a gula, como um faminto que chega do deserto por tanto tempo a vagar. Fome de amor não dói o estômago, como se ela se grudasse por dentro. Fome de amor a gente não esquece no copo de vinho enquanto o jantar não vem. Fome de amor é o princípio de algo desconhecido, alguma coisa que nenhum alimento é capaz de sanar. Fome de amor se sacia no toque de mãos, nos olhares longos trocados, nos abraços sem fim. E, mesmo assim, ela parece não querer ir embora,

BOM DIA, AMANHECEU – JUAREZ ALVARENGA

Na dinâmica do baile das nuvens, traçamos conscientes nossos sustentáculos de sonhos. Guardar, no antro da noite, as utopias brilhantes como ouro, para que possamos cavar, com convicção, a realidade na alvorada do dia é dignificante. O avançar da escuridão, sob o céu estrelado, nos guia com segurança e inteligência, em direção a clareza solar. É na noite, que idealizamos com sucesso as formulas de como enfrentar o dia com jeito e concretitude. As pessoas, que não acreditam nos seus sonhos noturnos, não encontrarão, com abertura do sol, caminhos, onde lentamente e seguramente possam dar os primeiros passos, em direção

Ministério da Saúde compra mais 54 milhões de doses da CoronaVac

O governo federal corre contra o tempo para vacinar a população. O Ministério da Saúde confirmou a compra de mais 54 milhões de doses da vacina Coronavac, do Instituto Butantan. Somando com outras 46 milhões de doses já adquiridas do mesmo Butantan, o governo federal vai totalizar 100 milhões de doses da CoronaVac. O contrato de compra da vacina contra Covid-19 – desenvolvida pelo instituto em parceria com o laboratório chinês Sinovac – foi assinado no último dia 15, após anúncio feito em janeiro. A informação saiu na Agência Brasil, a agência oficial do governo federal. Pelo contrato para a

“Trespontana” desenvolve método para produzir etanol a partir de água de petróleo

Trabalho de doutorado recebeu menção honrosa no Prêmio Unesp de Teses de 2019.

A “trespontana” Juliana Ferreira de Brito obteve grande destaque em sua tese de doutorado defendida na Unesp (Universidade do Estado e São Paulo). Ela conseguiu transformar um dos resíduos da produção de petróleo, chamado água de petróleo, em etanol e metanol, o que traz benefícios econômicos, sociais e ambientais.

O objetivo do trabalho de Juliana Ferreira de Brito era desenvolver uma maneira limpa de tratar a água de petróleo, reduzindo o dióxido de carbono (CO2) gerado nesse processo. E, ao mesmo tempo, obter etanol, combustível que emite menos poluentes.

Da esquerda para a direita: professores Tremiliosi Filho (USP), Marcelo Orlandi (Unesp), pesquisadora Juliana Ferreira de Brito, e professoras Maria Valnice Boldrin (orientadora), Lúcia Mascaro (UFSCar) e Michelle Brugnera (UFMT) na defesa da tese de Juliana

Outro produto gerado foi o metanol, que também pode ser utilizado como combustível, mas de maneira bem mais restrita que o etanol, devido a sua toxicidade em contato com a pele ou se consumido.

A possibilidade de se produzir metanol a partir da água de petróleo foi uma consequência do estudo que embasou a tese de doutorado da pesquisadora Juliana Ferreira de Brito, intitulado “Sistemas Fotoeletrocatalíticos Baseados em Eletrodos de Ti/TiO2-CuO, NtTiO2-NsCuO, NtTiO2-ZrO2 e GDL-Cu2O Aplicados de Forma Isolada e Concomitantemente à Oxidação da Água, Redução de CO² Dissolvido e Oxidação de Compostos Orgânicos da Água Residual de Petróleo”.

Todo trabalho de pesquisa da trespontana Juliana teve a orientação da professora Maria Valnice Boldrin, do Instituto de Química da Unesp em Araraquara.

A pesquisa foi reconhecida em 2019 com o Prêmio Unesp de Teses, cujo resultado foi divulgado em dezembro. O trabalho todo foi iniciado por ela bem antes.

Sistema de reação criado por Juliana Ferreira de Brito.

“Eu iniciei as pesquisas apenas de redução de CO2 em 2011, em 2013 fui para os EUA aprender um pouco mais sobre o assunto, com o mesmo financiamento de bolsa BEPE. Assim que voltei dos EUA iniciei o doutorado já com a ideia de realizar o projeto da oxidação da água de petróleo e a redução de CO2 concomitante para gerar etanol e metanol”, revelou.

“O tratamento da água de petróleo por si só geraria gás carbônico, que é um dos responsáveis pelo aquecimento global, por isso, a importância de se realizar a redução do CO2 junto ao tratamento da água de petróleo. Em nossa pesquisa, para não agravar essa questão, construímos um único dispositivo para realizar a redução fotoeletrocatalítica do dióxido de carbono (CO2) e obter compostos orgânicos enérgicos, como metanol e etanol. Ambos os processos foram realizados simultaneamente pela primeira vez e com sucesso. Foram desenvolvidos os eletrodos que poderiam ser usados em ambos os casos, um reator teste foi montado por mim e as condições de reação foram estabelecidas”, explica Juliana Ferreira de Brito.

O reator foi desenvolvido depois de trabalhar com um grupo de pesquisa na Itália, por meio da Bolsa de Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Esse grupo estuda a oxidação da água e a geração de hidrogênio em um sistema de dois compartimentos. Durante cinco meses, trabalhou com a oxidação da água para produzir hidrogênio e também com redução do CO2, usando diferentes reatores. Quando voltou ao Brasil adaptou o que tinha utilizado na Itália para conseguir realizar o tratamento do resíduo e a redução de CO2 com geração de metanol e etanol em reações concomitantes.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o nome técnico da água de petróleo é água de processo ou de produção, que é injetada no reservatório de petróleo com o objetivo de forçar a saída do óleo da rocha.

“Essa água entra em contato com o petróleo, que tem alguns componentes tóxicos, portanto a água não pode ser reutilizada para nada, nem pode ser descartada de forma trivial. Ela precisaria ser tratada para ter alguma finalidade”, ressaltou a pesquisadora trespontana.

Os experimentos foram divididos em dois compartimentos, porém realizados no mesmo reator, o que reduz o gasto de energia. De um lado, a pesquisa conseguiu tratar 70% do contaminante mais resistente encontrado na composição da água de petróleo, um composto aromático conhecido como álcool benzílico. Para cada 100 litros de água de petróleo, 70 são tratáveis.

“Essa água não pode ser reutilizada para consumo, mas pode ser reutilizada no próprio processo de extração do petróleo, não teria que pegar uma nova água do mar. A água pode ser tratada na plataforma e reutilizada, num ciclo fechado, sem utilização de mais água. A água de petróleo é muito tóxica, é complicado apenas diluir ela na água do mar e descartar”, disse Juliana.

A pesquisadora trespontana Juliana Ferreira de Brito.

No outro compartimento, foi feito a redução de CO2 para a produção de combustível. Para cada 100 litros de água, é possível gerar 20 litros de etanol e 1,3 de metanol. A pesquisadora, que hoje trabalha na Universidade de São Carlos, diz que dar um destino atraente economicamente para um resíduo é a única maneira de a indústria ter interesse em tratá-lo.

“A indústria não vai diminuir a produção, não tem como olhar o resíduo hoje com um vilão, que vamos conseguir não produzir. A gente tem que ver o resíduo como fonte de alguma outra coisa. O objetivo é conseguir, a partir de um resíduo inevitável, algo interessante economicamente e socialmente”, afirmou.

Como exemplo de atividade que faz uso lucrativo de seus resíduos, ela cita o exemplo da indústria do álcool.

“A indústria não tem interesse em tratar o resíduo quando é apenas dispendioso, não gera nada em troca. Mas a indústria da cana-de-açúcar e do álcool conseguiu algo interessante: o bagaço, que é o resíduo gerado, é queimado para produzir energia. Para a indústria o resíduo tem que ter algum retorno econômico”, pontuou Juliana.

VANTAGENS AMBIENTAIS

Para termos uma ideia do potencial de produção do estudo da pesquisadora trespontana, avaliação publicada em 2009 estima que a produção diária de água de petróleo supera 40 bilhões de litros. Se toda essa quantidade fosse utilizada, seria possível tratar 28 bilhões de litros diariamente e gerar 8 bilhões de litros de metanol e 50 milhões de litros de etanol.

“As vantagens ambientais são importantes. Além do tratamento do resíduo, gera-se um combustível mais limpo, num processo que não adiciona mais CO2 na atmosfera. Além disso, o combustível gerado não é a partir de alimentos. No caso da cana-de-açúçar, deixa-se de produzir o açúcar para fabricar o etanol”, emendou Juliana Ferreira de Brito.

Palestra ministrada por Juliana em São Paulo no Encontro da União Internacional da Química Pura e Aplicada

RECONHECIMENTO

“Para mim, é revigorante receber um reconhecimento como este porque vivemos em uma época em que parcelas da sociedade e até uma pequena parte da comunidade acadêmica colocam em dúvida o trabalho de pesquisa realizado em programas de mestrado e doutorado. A menção honrosa que recebi foi o reconhecimento de todo o esforço, dedicação e amor investidos ao longo dos anos de pós-graduação”, expressa a pesquisadora, que aprofunda a investigação no pós-doutorado que realiza no laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica do Departamento de Química da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). No entanto, está afastada temporariamente da pesquisa para cuidar do seu mais novo “projeto”, o filho que nasceu no fim do ano passado.

Juliana e Miguel Velloso.

“Eu amo a pesquisa, pretendo continuar trabalhando com ela o resto da vida, mas quero também ajudar na formação de novos pesquisadores. Consegui aprovar, recentemente, a minha primeira bolsa para um aluno oficialmente meu de iniciação científica. Espero que esta seja a primeira de muitas bolsas, não apenas de iniciação, mas também de mestrado e doutorado”, conclui a cientista trespontana.

Assim que a informação do feito de Juliana começou a ganhar repercussão muitos conterrâneos mostraram-se empolgados e orgulhosos da “filha de Três Pontas”.

Juliana Ferreira de Brito é natural de São Paulo, mas é trespontana de coração, afinal se mudou para a terra de seu pai ainda criança. Mora atualmente em Araraquara. É filha do casal Antônio Tarcisio de Brito (Papelaria Primeira Mão) e Edna Ferreira Gomes de Brito. Tem um irmão: Gustavo. É casada com Miguel Velloso Lelo e mãe do bebezinho Pietro brito Lelo. Tem 31 anos de idade.

Estudou na Escola Coração de Jesus em Três Pontas. Depois cursou Química na Universidade Federal de Lavras e no Instituto de Química – Unesp Araraquara. Trabalhou na empresa Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Trabalha atualmente na Universidade de São Carlos.

Em entrevista ao Conexão Três Pontas, Juliana falou de sua felicidade com a repercussão grande de sua pesquisa, inclusive em Três Pontas:

“Fico muito feliz com o reconhecimento do meu trabalho, foram muitos anos de pesquisa para chegar nestes resultados. O carinho dos meus conterrâneos é com certeza muito gratificante, é lindo ver a repercussão que a pesquisa teve nas redes sociais graças a eles.”

Parabéns pela importante pesquisa, pelos relevantes resultados e pelo merecido reconhecimento. Provas de que somente a Educação tem tamanho poder de transformação e conquistas.

Miguel, Juliana e o pequeno Pietro.

Fonte: Jorge Marinho (Sputnik) e Unesp

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Roger Campos

Jornalista

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